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Boa tarde - Itabira, quarta, 03 de junho de 2020 Hora: 15:06

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “A caridade desconhecida é o vento da boa esperança”
29/04/2020

Meus amigos e amigas ouvintes de nosso encontro semanal, nesses dias de quarentena, onde nós servos dos servos do Senhor, procuramos cumprir as determinações do Ministério da Saúde, estive pensando: são dois valores básicos, fundamentais que o ser humano, nem todo mundo, é claro, perdemos pelas esquinas e nas andanças do mundo, perdemos o sentido da vida e a direção.

Concordam?

Não ver sentido na vida é grave, frustrante. Com a falta de sentido, tudo o mais se esvazia e empobrece, por falta de conteúdo, horizonte, finalidade e razão de ser.

Mais grave ainda é perder o rumo, a direção. Barco à deriva, sem leme, sem lei e sem norte, é um desastre. Os precipícios se escancaram e o pior pode acontecer.

Sem endereço, no envelope, a carta mais linda do mundo não chega ao destinatário. E vento algum ajuda navios errantes, sem rota definida, perdidos em alto mar. Já pensou nisso, caro ouvinte?

Caminhe a luz de metas, ideais e objetivos. Não perca o endereço do amor. A vida tem outro sabor, substância e colorido quando enfunada pelos ventos bons da esperança, da partilha fraternal.

Esse introito da crônica de hoje tem o objetivo para lembrar a todos vocês sobre mais uma passagem de Jesus à Casa de Pedro em Cafarnaum, quando fraternalmente contou-lhes uma história que versava sobre a Caridade desconhecida. A conversação, nessa noite transcorreu-se sobre a prática do bem, com a viva colaboração verbal de todos. Como expressar a compaixão, sem dinheiro? Por quais meios incentivar a beneficência, sem recursos monetários?

Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente os poderosos da Terra se encontravam à altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu, opinando bondoso: - Um sincero devoto da lei foi exortado por determinações do Céu ao exercício da beneficência; entretanto, vivia em pobreza extrema e não podia, de modo algum, retirar a mínima parcela do seu salário para socorro ao semelhante.

Em verdade, dava de si mesmo, quando possível, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estímulo a quanto se achavam em sofrimento e dificuldade; porém, magoava lhe o coração a impossibilidade de distribuir agasalho e pão com os andrajosos e famintos à margem da estrada. “Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor”. “Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforço na caridade pública, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstâncias em sua marcha pela Terra”. “Assim é que passou a extinguir, com incessante atenção, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugerido; quando em contato com pessoas interessadas na maledicência, retraía-se, cortês, e, respondendo a alguma interpelação direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vítima ausente; se alguém, diante dele, dava pasto à cólera fácil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se à quietude; insulto alheio batiam-lhe no espírito à maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, além de não reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calúnia não encontrava acesso em sua alma, uma vez que toda denúncia torpe se perdia, inútil em seu grande silêncio; reparando ameaças sobre a tranquilidade de alguém, tentava desfazer a nuvens da incompreensão, sem alarde, antes que assumissem feição tempestuosa; se alguma sentença condenatória bailava em torno do próximo, mobilizava, espontâneo, todas as possibilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptível; seu zelo contra a incursão e a extensão do mal era tão fortemente minucioso que chegava a retirar detritos e pedras da via pública, para que não oferecessem perigo aos transeuntes”.

“Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender às sugestões da beneficência que o mundo conhece”. Jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmãos necessitados. “Nessa posição a morte buscou-o no tribunal divino, onde o servidor humilde compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema e, porque indagasse, em lágrimas, a razão do inesperado prêmio, foi informado que a sublime recompensa se referia à sua triunfante posição na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro”. Fixou o Metre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu, em tão amigo: - distribuamos o pão e a cobertura, acendamos luz para a ignorância e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discórdia, mas não nos esqueçamos do combate metódico e sereno contra o mal, em esforço diário, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

Amigos e ouvintes, essas lindas palavras de Jesus a seus futuros discípulos em Cafarnaum, na casa de Simão Pedro, ainda ressoam aos nossos ouvidos, neste tempo em que a Covi-19 assola nossa cidade, nosso Estado e nosso País. Jamais o poder maligno vencerá. Jesus é presente em nossas vidas, não é mesmo? Confiança e fé em Deus, pois os ventos da Esperança sopram sempre para o bem de todos.








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