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Boa noite - Itabira, quinta, 17 de outubro de 2019 Hora: 22:10

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Os dois braços da cruz”
30/09/2019

“Fazendo o seu melhor você sentir-se-á bem melhor do que desistindo, capitulando”. (Autor desconhecido) “Pobres sempre os tereis” disse Jesus a seus discípulos. – Com estas palavras Jesus lembrava a seus seguidores alertando-os de que a fortuna, o dinheiro, grandes posses, prestigio e renome alimentam os sonhos de meia humanidade, ainda hoje, não é mesmo? Porém, como somos seres humanos, sujeitos a erros e acertos, sem qualquer juízo ou julgamento íntimo é de nosso entendimento que este tipo de obsessão envolve a criatura quanto a “esses” prazeres.

Por outro lado, o Evangelho nos ensina, dia após dia: “a maior riqueza do mundo é a Bondade”. São as boas obras que engrandecem o ser humano. Já pensou nisso?

Desamor, incompreensões, desajustes, guerra e violência, analfabetismo e loucuras, sempre os teremos na face da terra. Simplesmente porque o globo não é habitado por anjos. Talvez me engane. Oxalá me enganasse! Mas intuo que até o fim da minha vida serei membro e habitante de um mundo, ligeiramente torto, inclinado. Como a Torre de Pisa. Dizem alguns que o mundo será assim até a consumação dos séculos. Vocês concordam? Cada vez mais torto. Cada vez mais fora do prumo. Menos reto. Mais inclinado, como a Torre de Pisa.

A palmeira de um tronco reto e o arranha-céu bem aprumado são dois símbolos. É uma arte descodificar os que os símbolos dizem. Mundo torto, inclinado é um símbolo também. Quando um prédio sai do prumo, os engenheiros desconfiam logo de três possibilidades: o solo está cedendo, o fundamento é frágil, a estrutura não tem consistência. “Pobres sempre os tereis”, advertiu-nos o Mestre Jesus.

Incoerências e tortuosidades marcam a trajetória da humanidade, desde que o mundo é mundo. Você caro ouvinte já pensou nisso também? Ficar apenas olhando, maldizendo, chorando não resolve coisíssima nenhuma. O que vale é a gente se perguntar: O que eu posso fazer para diminuir a pobreza, para endireitar um pouco o que anda torto? Claro, lógico e evidente que você sozinho nada pode fazer. Mas se você se juntar a um grupo na sua casa, na sua comunidade, na sua região, com certeza, alguma coisa de bom surgirá para amenizar o sofrimento de alguém. Sozinho, ninguém faz nada, a não ser reclamar. Isto é o que mais acontece, não é mesmo? Copio aqui aquele verso de Dom Helder Câmara quando escreveu:

“Sonho que se sonha só é um sonho que se sonha só; mas o sonho que se sonha junto é realidade”. Os medíocres desistem. Os covardes se retiram. Os comodistas cruzam os braços, e os céticos trombeteiam descrença. Não é assim o mundo de hoje? Ser torto é o nosso destino. Ser pobre é o nosso quinhão! Prefiro mil vezes o otimismo como expressou H. S. de Lima: - “Pensar em fatalidade é tolice e desatino. Educa a tua vontade que ela cria o teu destino”. Pensem nisso, pois os dois braços da Cruz nos dão o condão, quando Cristo proclamou: “Quem quiser ser meu discípulo, tome sua Cruz e siga-me”. Estive pensando nas incertezas humanas, na solidão dos caminhos de cada dia. “Quem quiser ser meu discípulo, tome sua Cruz e siga-me” e conclui que a solidão é um dos braços da Cruz. Da cruz que pesa em nossos ombros. Cruz do homem peregrino. Cruz do Cristão, a caminho da casa do Pai. E o outro braço da Cruz? A certeza de que a morte nos colherá, um dia. A solidão e morte são os dois braços da Cruz humana. Ásperos braços, sangrentos braços de vida inteira. O braço da solidão, nada doce nem benfazejo. E neste braço da Cruz que a angústia pende. A angústia da incomunicabilidade. A angústia do nosso isolamento. A angústia da marginalização. A angústia do nosso relacionamento sempre ameaçado, sempre precário e temporal.

Cinema, rádio, televisão, telefone comum ou celular, meios de transporte, veículos frutos do progresso são conquistas modernas. Você já pensou nisso? Hoje em dia somos informados de tudo o que acontece no mundo, aqui e agora. Mas, apesar de tudo isso, quantos ainda sofrem com a solidão. Todo este bombardeio de notícias e informações, a meu ver e entendimento, ainda não é comunicação. Apesar de ainda trabalhar na comunicação, na radiodifusão sonora, percebo nas pessoas a angústia, o isolamento nos milhares e milhares de pessoas, ainda presas à televisão, assim como a angústia e solidão na maioria dos ouvintes ao rádio buscando música, informações e novidades para amenizar seus desgostos.

Os homens modernos estão por dentro da última moda, mas sua comunicação mais profunda atravessa crises de agonia mortal! Concordam com este raciocínio? Daí, surgem os psicólogos que querem salvar o doente. As dinâmicas e terapias de grupo se multiplicam. É preciso fazer alguma coisa. É preciso aproximar os homens. É preciso favorecer a comunicação. Os bloqueios são demasiados. Os homens já não se encontram. As superficialidades campeiam. Há um defrontar-se de máscaras. Os relacionamentos terminam padronizados, artificiais. O vazio de tantas personalidades, que não encontram gosto e realização em suas tarefas diárias é ampliada à noite, quando a TV nos joga em rosto outros vazios, não é mesmo?

Com isso, o homem se insensibiliza. Subverte valores, cada vez mais bloqueados na raiz de sua comunicação mais profunda. O homem sofre de uma terrível solidão.

Semana que vem amigos e ouvintes darei continuidade a este assunto, escrevendo sobre o Outro Braço da Cruz. Aguardem, por favor; “tamos junto!








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