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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana Uma homenagem a Carlos Drummond de Andrade
05/11/2018

Escrevo esta crônica de hoje lembrando: se Carlos Drummond de Andrade vivo estivesse completaria 116 anos. Mas desde 1987, precisamente 17 de agosto deixou esta vida para entrar na vida eterna. Sua presença no mundo material de nossas lembranças que permanecem plenamente vivas, através de seus poemas, crônicas e livros escritos que, também são eternos. “Alguns anos vivi em Itabira, principalmente nasci em Itabira...”

Conta-se que certa vez um de seus amigos lhe perguntou: - Carlos, você gosta de poesia? Ao que ele respondeu: “Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinhos, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida em tudo isso”. E a poesia já estava mesmo em sua vida desde cedo, aqui nestas plagas que ele proclamou, cantou e encantou em seus versos.

Mesmo antes de saber ler ou escrever, uma das suas atividades favoritas era decifrar as pequenas letras de jornais da época que seu pai recebia em sua fazenda.

Outro passatempo era ficar observando tudo em detalhes. Foi esse mesmo olhar minucioso e questionador que ele dedicou às questões do ser humano para mais tarde, escrever seus livros de poesias.

Quando criança, ele também gostava de observar os grandes frascos cheios de líquidos de várias cores, que enchiam as prateleiras das farmácias daquele tempo.

Coincidência ou não, ele acabou se formando farmacêutico. Porém, não chegou a exercer o ofício. A essa altura, já sabia que sua vocação era outra: ser escritor. Mas como sobreviver de literatura?

Drummond começou sua vida profissional como professor de português e matemática aqui mesmo em Itabira, sua terra natal no Ginásio Sul Americano, então administrado por Tenente Agostinho, seu diretor. Algum tempo por aqui permaneceu. Ao transferir para Belo Horizonte foi trabalhar na Imprensa Oficial, como jornalista e funcionário público. Quando Gustavo Capanema assumiu o Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, durante a ditadura Varges, Drummond convidado pelo então ministro, assumiu a Secretaria Geral do Ministério por longo tempo.

Nos intervalos do seu trabalho escrevia histórias e poemas, surgindo, destarte, o seu primeiro livro, sob título Alguma poesia, este lançado em 1930; quinze anos mais tarde, publicou A rosa do povo, com o qual se tornou conhecido. Em plena ditadura civil e no período da Segunda Guerra Mundial seus poemas falavam da opressão e da necessidade de mais amor entre os homens.

Drummond sempre gostou das coisas simples, tais como: bangs-bangs, Carlitos com Charles Chaplin, filmes antigos românticos e ver TV. “E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana”. Sempre conservou o jeito mineiro, calado, e tímido. Não frequentava reuniões sociais nem era lá de grandes conversas, a não ser com os mais chegados. Reservava toda a sua ternura para as crianças e os bichos. Ao completar 80 anos afirmou: “Nunca tive pretensões a nada na vida, nunca prete4ndi ser rico ou poderoso e nem mesmo ser feliz. Na medida do possível, acho que vivi uma vida tranquila. Posso ter errado muitas vezes, mas valeu a pena. Foi bom”.

Drummond tornou-se um dos maiores poetas brasileiro, e seus livros foram traduzidos em vários países. Dedicou-se também à literatura infantil, aos contos e às crônicas. Faleceu no Rio de Janeiro em agosto de 1987, portanto, há 31 anos passados, ano em que a Estação Primeira de Mangueira sagrou-se campeã do

Carnaval com o samba enredo “No reino das palavras” tema este que versava sobre sua vida e obra, Nossa homenagem à memória deste grande e inesquecível itabirano, o maior poeta do século XX/XXI, outrora, não muito amado por seus conterrâneos, porém, cantado, proclamado e recitado por todos os cantos e encantos da Terra de Tutu Caramujo e por todo mundo.

“A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”. “De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil, este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa...” “Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira...” “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói...” Drummond foi também um visionário sobre o fim da mineração em Itabira, por consequência, este filme, a cada dia se aproxima do final. Pensem nisso.








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