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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Eleições deste ano e a esterqueira do diabo
08/10/2018

Meus amigos de nosso encontro semanal, chegamos, enfim, ao grande dia. O dia em que o Brasil num todo demonstrará ao mundo a força da sua democracia.

Elegeremos novo presidente, governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Na democracia de verdade o povo sempre tem a palavra final, pois como estabelece o item V, Parágrafo Único da Constituição Federal, in verbis: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Dito isto, seja quem for o eleito deverá, obrigatoriamente, obedecer a Constituição e leis vigentes para salvaguardar a democracia. Nosso regime político é de uma República Democrática. O período negro da ditadura é passado, assim como o “nós contra eles” também já o é, portanto, cabe ao povo brasileiro gerir a administração de seus ocupantes de cargos eletivos, jamais o “eu sozinho” ou do “nós contra eles, cumpanheiro”! Essa época é passado, triste passado que não tem mais suporte, nem guarida no regime democrático.

Saibamos receber o resultado final com dignidade e respeito, pois este é o desejo do povo e, principalmente o que diz respeito às instituições democráticas. O povo teve a oportunidade, neste período pré-eleitoral em conhecer o melhor entre os piores candidatos de nossa história. Jamais em tempo algum tivemos que escolher o pior entre os piores. Faz parte da democracia, esta tão ultrajada nos últimos tempos pós-ditadura cujos descaminhos, estes levados por políticos que jamais pensaram numa nação sólida, mas tão somente nos seus privilégios e regalias.

Nosso país é useiro e vezeiro de esquecer. Passadas as eleições, ninguém se lembra em quem deu seu voto, por isso, os políticos hábeis e espertos, sabendo disso, nunca dão bola para o eleitor, viram-nos as costas e “adeus mariana que já fui eleito, e ainda proclamando: tchau bambino. Arriverdete Roma”, não é mesmo?

Tivemos a oportunidade de acompanhar quase todos os debates nas Tvs e, deles não chegamos a nenhuma conclusão definitiva. Imagina você, caro ouvinte, especialmente você eleitor que terá que definir em quem votar no próximo domingo. Falei em debates, sim, falei, que decepção. As mentiras e mais mentiras foram as tônicas daqueles que querem continuar na mesma. Aliás, as pequenas reformas que dizem que fizeram para eleições limpas não passam de balelas, pois tudo foi feito para que continuassem gozando das regalias e do leite da viúva nos cofres públicos. Um bi e seiscentos milhões de reais que na realidade foram dois bi e trezentos milhões escorchados dos cofres da viúva para se reelegerem. Sobre isso nenhum candidato pronunciou, pois o “esterco do diabo” falou mais alto para vergonha nossa. Lamentavelmente, também em Minas o “esterco do diabo” consegue corromper todos os candidatos, principalmente àqueles que se dizem honestos e ficha limpa. Meus amigos e ouvintes, especialmente você eleitor que decidirá os destinos do nosso Estado e o do País domingo, lembre-se que a política moderna transformou-se cada vez mais numa esterqueira do diabo.

Desgraçadamente uma estrumeira corrompida e suja. Nela prolifera a podridão responsável por gases fétidos que exalam esta, fermentada pelo uso imoderado do vil metal ou como queiram pelo “esterco do diabo”. A pecúnia, não raro furtada do erário ou obtida por outras atividades ilícitas, financia estranhas alianças e candidaturas. Candidatos e partidos políticos de aluguel entregam-se à sedução da grana fácil. Cabos eleitorais e vereadores encontram oportunidades para um faturamento extra em nome da democracia. Na maioria dos vereadores, cada um tem um candidato a deputado estadual ou a federal, sem exceção.

O espetáculo ora oferecido pela atual campanha, em todos os seus aspectos e nível é de arrepiar os cabelos, tal a desfaçatez com que candidatos endinheirados corrompem vontades e aliciam cabos eleitorais e até mesmo prefeitos, também sem exceção. E eu indago: isso é comum? Sim, isso é comum porque nossa legislação eleitoral compactua para que ladrões permaneçam no poder e as reformas tão propaladas sejam colocadas por debaixo do tapete, como sempre aconteceu, não é mesmo?

Em meio a toda essa contaminação é fundamental que não podemos desistir da luta para exterminarmos esses maus políticos do e no poder; e que homens de bem e aqueles ainda capazes de pelejar com decência e honradez possam ter vez e voz.

Sabemos que este é um processo demorado e que estes ainda existem em boa quantidade, porém, desanimam porque sabem que perderão para incautos candidatos. Outrora dizia o Brigadeiro Eduardo Gomes, então candidato à presidência da república: “O preço da democracia é a eterna vigilância”. Perdeu as eleições para Juscelino, porém seu legado ficou para a história. Pena que ficou somente para a história, lamentavelmente. O preço de uma democracia forte é manter a vigilância para impedirmos o triunfo dos malfeitores e dos fariseus.

Repito, sabemos que essa mudança é longa e demorada, mas quiçá, sendo vigilantes e sabendo escolher os melhores candidatos conseguiremos alcançar esse objetivo. Na verdadeira democracia não deve haver lugar para vendilhões do templo. Pensem nisso. Lembrando nosso inesquecível Drummond, dele tomo emprestado: “Este é o tempo de partido, tempo de homens partidos”. Infelizmente.








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