AS Notícias Online
HOME ESPORTE GERAL POLÍCIA POLÍTICA EMPREGOS MULHERES AGENDA COLUNISTAS FOTOS VÍDEOS CONTATO
Bom dia - Itabira, quinta, 15 de novembro de 2018 Hora: 06:11 19 ºC
Velocidade do vento: 16.09 km/h
Nascer do Sol: 6:6 am e pôr do Sol: 7:9 pm

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Independência é também saber fazer a hora”
13/09/2018

Amigos: quando me encontro com vocês, nunca me apresento com sublimidade de linguagem ou de sabedoria a comunicar-lhes nos assuntos aqui levados ao ar, através deste canal de comunicação. Sempre penso em levar-lhes mensagens positivas para o seu dia a dia. Apresento estas crônicas, origem de minha imaginação pensando em você caro ouvinte. Nelas, escritas sob as graças de Deus encontram-se o fito da minha fraqueza intelectual e o grande temor para serem compreendidas. Jamais deixo de ter o compromisso com a verdade, esta, insofismável aos seres humanos. Assim falou São Paulo aos Coríntios quando lá se apresentou. Dele tomo estas palavras para nosso encontro de hoje, em plena Semana da Independência, cujo ponto culminante é o Sete de Setembro tão desfigurado nos tempos modernos, não é mesmo? Pensemos um pouco:

“que país é esse”? Quase duzentos anos de “Independência”. Para ser preciso, cento e noventa e seis anos, estamos comemorando um grito: “Independência ou Morte”, dito às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo. Desde aquela época, a sociedade brasileira vive na dependência dos vícios enraizados que fazem parte de nossa cultura. Os corruptos e corruptores são incontáveis. A educação deixa muito a desejar, a saúde, a segurança, o transporte rodoviário e coletivo estão dizimados, em especial o ferroviário que ainda subsiste para poucos e privilegiados, com exceção. “Que país é esse?, tomando emprestado do inesquecível Francelino Pereira, nosso governador, durante a ditadura militar. Palavra esta que ainda ressoa aos nossos ouvidos nesta importante semana da pátria: “Que país é esse? Que independência é essa para comemoramos? Há 196 anos, o Brasil tornou-se independente, oficialmente. O rompimento dos últimos laços coloniais entre Brasil Portugal. Mas, esta é uma história antiga, escrita nos antigos livros didáticos, que não levava em conta as conjunturas políticas, econômicas e sociais da época. Hoje, com o advento de uma História viva, que procura compreender a época para entender o evento histórico, que busca explicações para indagações, como, por exemplo: “A independência seria resultado de acontecimentos de um único dia? Ou resultado de um processo histórico? D. Pedro foi o único agente responsável pela independência brasileira? Qual o benefício ou motivos de se libertar o país de Portugal, mas continuar nas mãos de um membro da família Real Portuguesa? Independência é sinônimo de liberdade? Essa liberdade alcançou todas as pessoas no Brasil? E se D. Pedro não tivesse proclamado a independência do Brasil, outros a fariam?” As perguntas são várias, as respostas também e isso é o que torna a História uma disciplina viva, atraente e em constante transformação. As transformações ocorridas no Brasil, desde aquela tarde às margens do Rio Ipiranga em 1822, foram diversas, variadas, direitos foram conquistados, lutas foram vencidas, mas há ainda muito que se conquistar e lutas para vencer.

Tínhamos um Brasil no século XIX, escravocrata, agrário, hierárquico, elitista e monárquico; tínhamos um Brasil no século XX, liberal e opressor, democrático e ditador, rico e miserável e agora temos e queremos um novo Brasil para o século XXI? Temos hoje um país que ainda não cuida das suas crianças, muitas são abandonadas nas ruas à sua própria sorte ou deixam a escola para se entregar ao trabalho infantil ou tornarem-se aviões do tráfico! temos um país que ignora seus idosos, maltrata suas mulheres e discrimina suas minorias, como negros, índios, homossexuais e etc! Queremos um país cidadão, que privilegia seu povo, muitas foram as conquistas, mas, queremos mais crianças felizes, na escola e aprendendo, mais respeito àqueles que solidificaram nossa nação através de anos de trabalho, assim como respeito e dignidade para todos os brasileiros e brasileiras. Pela natureza proclamamos: “Teus risonhos, lindos campos”, tinham mais flores; hoje seus campos não florescem mais, seu céu poluído e suas matas destruídas, sua água contaminada e seus animais contrabandeados. Queremos mais vida para nossos bosques, uma exploração sustentável para nossa natureza, defesa dos nossos ricos e belos recursos naturais. A cultura brasileira, popular ou clássica, imaterial ou patrimonial, vem sofrendo através do tempo uma desvalorização ou desprezo por grande parte de seu povo, que ignora a sua grandeza e com isso é contaminado com o chamado “estrangeirismo”, ou seja, preferência pela cultura de outros países em detrimento da sua própria. Queremos mais cultura, para ter assim um povo menos alienado, jovens com livros nas mãos, respeito ao patrimônio cultural brasileiro. Escrevo esta crônica no momento em que o Museu Nacional foi destruído por fogo devido à incúria de nossos governantes. Nossa sociedade e advinda de um povo heroico, totalmente brasileiro, trabalhador e cumpridor de seus deveres, especialmente nos grandes centros.

Um povo que acorda cedo para um dia de trabalho digno, mas as vezes mal remunerado, enfrentando um sistema de transporte público, considerado um dos piores do mundo e não tendo certeza se voltará para casa sem ser assaltado ou coisa pior. O sistema de saúde não o atende com dignidade. Desejamos mais respeito e salários que condizem com a realidade diária. Que a paz supere a violência e a corrupção seja extirpada definitivamente e que a má utilização do dinheiro público, por nossos governantes, seja, também, um plano de governo prático em benefício da sociedade num todo. Que a população seja bem atendida em seus direitos. Que tenhamos a consciência de que, talvez, nunca teremos um país perfeito, mas também que exista a vontade de estar sempre em busca de um país melhor para todos. Hoje abordamos sobre a Independência, que, em alguns casos é sinônimo de liberdade, por isso, em nosso país ainda existe o clamor pela quebra dos grilhões da corrupção; da ignorância; do preconceito; da violência; dentre outros, que aprisionam o povo brasileiro. Acreditamos que só a Educação liberta, que a educação leva as pessoas a se conhecerem melhor e também a conhecer e respeitar o próximo. A ignorância e a alienação são males que só a educação pode curar. Acreditar que não adianta ficar parado e só reclamar dos governos, se nada fazemos para mudar a situação. Aquele, por exemplo, que joga o lixo em qualquer lugar ou desperdiça água ou luz, não pode reclamar das mudanças bruscas na natureza ou más colheitas. Aquele que ignora e discrimina o próximo, não pode reclamar da violência. Por essas e outras que a Educação é o caminho para transformar o Brasil, pois “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, não é mesmo? Pensem nisso.








INFORMAÇÃO COM RESPONSABILIDADE! Whatsapp: (31) 9 8863-6430
E-mail: contato@asnoticiasonline.com.br
AS Notícias Online 2018. Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvedor: SITE OURO

Copyright © 2017 - AS Notícias Online - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.