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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Você, caro ouvinte pode melhorar o mundo”
06/08/2018

Hoje, inicio nosso encontro semanal contando-lhes um conto. E, como se diz comumente, quem conta um conto aumenta um ponto. Este não é o meu desejo, mas vamos lá: “Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital”. Um deles ficava assentado na sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima a uma única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo tempo. Eles conversavam muito, falando de suas famílias e seus empregos. E, toda tarde, quando o homem da janela sentava-se, ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou, todos os dias, a esperar por essa hora em que seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro, que dizia que da janela dava para ver um parque com um lago cristalino. Patos e cisnes navegavam na água enquanto as crianças navegavam em seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem. Enquanto o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes, que o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.

Dias e semanas se passaram assim, até que, certo dia, a enfermeira da manhã encontrou o homem da janela morto. Todos se entristeceram muito, porém, como tudo na vida tem um fim, a vida para ele continua na eternidade. Depois de um certo tempo, a pedido do outro homem, a enfermeira mudou sua cama para perto da janela. Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez a paisagem pela janela. Finalmente ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e, quando conseguiu fazê-lo, deparou-se com... um muro todo branco. Momento em que perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias, se pela janela só dava para ver um muro branco. Instante em que a enfermeira respondeu-lhe que aquele homem, seu companheiro de quarto por muitos meses, era cego e não podia ver nada, absolutamente nada, mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e agradá-lo um pouco com suas histórias. “Afinal, uma das nossas maiores alegrias é fazer outras pessoas felizes, independente da nossa situação atual”. E eu acrescento, pensem nisso.

Baseado na história acima, claro que é uma história fictícia, porém, muito realista.

Vemos, todos os dias, inúmeros casos de pessoas com problemas financeiros ou de desavenças familiares, ou de doenças, e muitas delas, infelizmente, deparam-se com essas dificuldades com um espírito de revolta e mágoas. Não entendem que as forças malignas de seus pensamentos negativos atraem, para si, justamente, aquilo que temem sofrer. E, para piorar sua situação, escolhem assumir o papel de vítimas, passando a vida em lamentações e comparações invejosas em relação àqueles que conseguem crescer. Pensem bem: a vida só tem sentido se soubermos vivê-la com intensidade. Tanto os momentos bons, quanto os “momentos piores”.

Estes não são de todo ruins, porque sempre deixam a semente de um benefício, principalmente se a pessoa em sofrimento souber enfrentar seus problemas com espírito de fé e confiança em dias melhores. Dias melhores virão sim, sobretudo para aqueles que, apesar de toda sua dor, material ou moral, souberem fazer a sua parte para melhorar o mundo em que vivem. E toda essa atitude começa no lar, com o companheirismo e a cooperação nas atividades domésticas, na compreensão e com paciência com parentes mais complicados e a certeza de que ninguém, ninguém mesmo está ao nosso lado por mero acaso. Tudo na vida tem uma razão de ser, e se você quer ser feliz comece, o quanto antes, a pensar também nos outros e a compartilhar com eles o que você tem de melhor.

Se você acompanha o noticiário nacional, já deve ter observado que, em nosso país, quão grande é o número de pessoas que, em situação financeira deplorável devido ao desemprego que assola todos os trabalhadores, especialmente os ex-trabalhadores e a desonestidade de alguns empregadores, estão precisando do nosso apoio, não só material, mas também moral. Portanto, pare de reclamar e comece a agir, porque você só encontrará a tão almejada prosperidade se contribuir para a felicidade de todos ao seu alcance! Pense nisso. A história acima relatada aconteceu sim, num hospital. Quiçá, doravante passe a acontecer também em todos os setores de sua vida e nos seus relacionamentos pessoais. Analise bem, muito bem sobre suas escolhas – muitas vezes perigosas – que fazemos ao longo da vida... não é mesmo?

Para encerrar nosso encontro de hoje este pensamento para gravar em sua vida e na minha, este pensamento de Nikos Kazantzadis: “Você não é um ser humano que está tendo uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual que está tendo uma experiência humana”. Pensem Nisso. E, como hoje também é o dia do Padre, homenageamos a todos com este pensamento: “O sacerdote é um ostensório, seu dever é mostrar Jesus. Ele tem de desaparecer para deixar que só se veja Jesus ...”. (Bv. Charles de Foucauld). Podemos observar também que, o cego da história era um visionário. Cego de natureza, porém, tinha a visão da sabedoria.








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