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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Construir pontes que nos levem a um porto seguro”
16/07/2018

Meus amigos e amigas deste encontro semanal: já perceberam que vivemos em um mundo contraditório? Enquanto as grandes empresas e nações tratam de se associar, a cada dia mais pessoas vão entrando em um processo de isolamento?

Poucos são os motivos que levam as pessoas a sair de casa, menos ainda os que as fazem relacionar-se uma com as outras. As casas estão bem equipadas com DVDs, som de última geração, jogos ultramodernos e computadores que se conectam com o mundo. Tudo isso traz um sentimento de autossuficiência, a ponto de muitos pensarem que não precisam de mais ninguém. Esta situação já atingiu a todos nós – cristãos – nem todos dão a devida atenção ao relacionamento com os irmãos, um dos grandes tesouros da vida cristã. Já pesou nisso? Os cristãos de hoje em dia vivem num ambiente hostil e a união é o segredo que nos garantirá a vitória, com Cristo, em Cristo e para Cristo, com certeza, Disso não tenho dúvida alguma!

Portanto, ainda antes de iniciarmos a construção de “muros” ou “barreiras” – uma tarefa ou alguma para o nosso Deus – deveríamos iniciar a reconstrução das pontes entre nós. Para isso, perdoe antigas ofensas ou peça perdão pelas que cometeu; gaste mais tempo conversando com as pessoas; visite-as; prepare um jantar e convide alguém que conhece há anos, mas só de vez em quando... Enfim, sejamos construtores de pontes – elas garantem nossa união e nos ajudam quando as adversidades abalam nossa vida, pois construir muros ou barreiras é mais fácil; construir pontes é mais importante. Esta é uma realidade insofismável, não é mesmo? São Jerônimo, que nasceu no ano 347 e morreu no ano 420, tradutor da Bíblia e doutor da Igreja, em carta dirigida ao povo daquela época, carta esta ainda hoje atualíssima nos dizia e continua a nos dizer que: “Recebemos mais do que damos, abandonamos pequenas coisas e encontramos bens imensos. Cristo dá-nos o cêntuplo daquilo que fazemos por Ele: “Se queres ser perfeitos, vai, vende tudo o que possuis, e dê o dinheiro aos pobres”. “Depois vem e segue-Me”. “Se queres serperfeito” – as grandes coisas são sempre deixadas à nossa liberdade. Da mesma maneira, o apóstolo Paulo não faz da virgindade um mandamento (1 Cor 7), porque Jesus disse: “Quem puder compreender, que compreenda” (Mt 19,12). “Se queres ser perfeito” – nada se nos impõe a fim de que, sendo o sacrifício voluntário, o mérito seja maior. No entanto, para atingir a perfeição, não basta desprezar as riquezas e dar os próprios bens, libertar-se daquilo que se pode perder e adquirir num momento. Isso foi o que fizeram os filósofos; o cristão tem de fazer mais do que eles. Não basta abandonar os bens terrenos, é necessário seguir a Cristo. Mas, o que é seguir a Cristo? É renunciar por completo ao pecado, é aderir por completo à virtude. Cristo é Sabedoria eterna, é o tesouro que se encontra num campo (Mt 13,44), no campo da Sagrada Escritura. É a pérola preciosa pela qual se devem sacrificar muitas outras (Mt 13,46). Cristo é também a santidade, a santidade sem a qual ninguém verá a face de Deus. Cristo é a nossa redenção, o nosso redentor; Ele é o nosso resgate (1Tm 2,6). Cristo é tudo; de maneira que quem aceitar abandonar tudo por Ele reencontrará tudo nele. Esse poderia dizer: “Senhor, vós sois a parte da minha herança” (Sl 15,5). Não deis apenas o vosso dinheiro, se queres seguir a Jesus Cristo. Dai-vos vós mesmos a Ele; imitai o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir” Mc 10,45). Pensem nisso.

Nestas palavras de São Jerônimo encontramos o caminho para a construção de nossas pontes, pois como afirmado acima e repetimos: construir “muros” é mais fácil; construir pontes é mais importante.

Nunca me esquecerei daquela pergunta do Senhor Deus a Adão: “Onde você está”?

De repente, me vi com alguma coisa escrita no meu dia a dia, isto é a pergunta de Deus a Adão sendo feita para mim hoje. Justamente esta interrogação: Marcos onde você está? Está claro que aquela pergunta do Senhor na verdade é bem pessoal. Ele se referia a mim. Na antiguidade à Adão. Nos tempos modernos a nós, os Adões, cuja pergunta continua ecoando. Não só na Bíblia, mas em todo lugar onde a Palavra de Deus é citada, e sempre quando alguém nos fala de sua experiência com Jesus, o Cristo, o Senhor nos pergunta: “Onde você está”? Ele procura o pecador, isto é, cada um de nós. Quer que estejamos no lugar certo, na comunhão com Ele, em obediência e submissão à sua vontade. Isso Adão havia perdido. Por isso o Senhor o procura e chama. Porém, Adão não entende. Ele tenta se explicar e empurrar a culpa para sua esposa. Que loucura! O Senhor esperava que ele Adão dissesse: Senhor, pequei. Desobedeci. Perdoa-me!

Se hoje o Senhor nos perguntar onde estamos, para, diante dele. Abra o seu coração. Não fuja. Não desconverse. Ele o ama. Lembre-se: Jesus veio buscar e salvar o perdido. A confiança tranquila em Deus também é uma forma de adorá-Lo eternamente. Construir pontes no mundo moderno é imprescindível como prêmio e recompensa de almas, vidas e corações entrelaçados rumo a um porto seguro espontâneo, amigo e acolhedor. Por que nos engalfinharmos infinitamente em brigas, rancores e desavenças diárias se temos tão pouco tempo para nos amar?

Pense nisso gente, a vida é muito curta para aprendermos a construir nossas pontes que nos levam a Deus para quando nos perguntar: Onde você está?, poderás responder: “ Eis-me aqui Senhor!








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