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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Minha profissão é ser mãe”
14/05/2018

“Minha mais bela invenção, diz Deus, é minha mãe. Sentia falta dela e então eu a fiz. Fiz minha mãe antes que ela me fizesse. Era mais garantido... Agora sou um Homem de verdade, como todos os homens. Nada mais preciso invejar lhes, pois já tenho Mãe. Mãe de verdade. Estava sentido falta...”

Com esta frase de Michel Quoist inicio nosso encontro de hoje para homenagear o Dia das Mães. Gente, hoje é o Dias das Mães louvemos a Deus que nos deu nossa mãe à imagem da Virgem. Mãe de cor escura, mãe de cor clara, mãe de cor morena. Mãe. Tu és o nosso tesouro no céu, na terra e em toda parte. Mãe.

Uma mulher chamada Maria do Rosário Piedade do Amor Divino foi renovar sua carteira de motorista, instante em que o atendente da Clínica pediu-lhe, após várias perguntas para preencher o formulário, informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar. - O que eu pergunto é se a senhora tem algum trabalho - insistiu o jovem funcionário da Clínica. - Claro que tenho um trabalho, respondeu “sou mãe”. Sou mãe de quatro filhos! - Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar “dona de casa”, “do lar”, disse o funcionário friamente.

Voltei a lembrar-me desta história no dia em que outra mulher, Maria Piedade do Perpétuo Socorro, também mãe de quatro filhos encontrou-se em situação idêntica.

A pessoa que a atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, quando lhe perguntou. - Qual é a sua ocupação? - Não sei o que me fez dizer isto. “As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas” - A funcionária fez uma pausa, a caneta esferográfica em suas mãos a apontar pra o ar, e olhou-a como quem diz que não ouviu bem. Ela repetiu pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então, observei-a, maravilhada, como ela escrevia, com tinta preta, no questionário oficial: “Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas”.

- Posso perguntar-lhe, já demonstrando um novo interesse: o que a senhora faz exatamente?” - Que tipo de trabalho é este que não consta no Catálogo Nacional de Profissões? - Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouviu-se responder: - Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso, em laboratório e no campo experimental, normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas minhas filhas).

- Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). O grau de exigência é em nível de 14 horas por dia para não dizer 24 horas.

Instante em que houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu a porta para que ela adentrasse-se aos exames complementares.

Quando chegou à sua casa, dona Maria Piedade do Perpétuo Socorro com o título escrito em sua Carteira de Trabalho, jubilosa, erguia para a família mostrando a todos a nova carreira. Fui recebida pela minha equipe: uma com treze nos, outra com onze e a penúltima de sete anos. Do andar de cima da casa, ela ouviu seu novo experimento - um bebê de seis meses, rapa do taxo como se diz - testando uma nova tonalidade de voz anunciando, também, sua alegria. Senti-me triunfante!

Maternidade... Que profissão gloriosa!

Assim, como consegui, as avós deviam ser chamadas Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas; as bisavós Doutoras-Executiva-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas e as tias Doutoras- Assistentes, não é mesmo?

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!

Em tempos em que o Congresso Nacional regulamenta uma série de profissões criando novas regras às vezes fico a imaginar sobre a Profissão Mãe, sim, daquelas mulheres que tem um ou mais filhos e que por algum motivo precisam dedicar tempo integral a eles, a família, ao lar e por isso não podem exercer uma profissão normal que as caracterize como tal. Se pararmos para pensar a mãe dona de casa, ou como é tradicionalmente tratada “do lar”, ou simplesmente “doméstica” exerce uma carga horária muito maior do que qualquer trabalhador comum, sem dia de folga na semana e sem hora extra. Você pensa que é exagero? Não meu amigo, não minha amiga é a pura verdade. Ser mãe nos tempos modernos é viver num mar encapelado, isto é, numa capela num mar agitado de um mundo competitivo e hostil, onde todos precisam de algum refúgio protetor, de uma ilha pacificante que nos acolha. Um ninho de aconchego, tecido pelas mãos da ternura e do calor humano, onde a gente possa recompor as forças e os desgastes cotidianos. Quem bom quando um lar se transforma neste “porto seguro”, espontâneo, amigo e acolhedor. Por que nos engalfinharmos infinitamente em brigas, rancores e desavenças diárias, quando temos tão pouco tempo para nos amar?

Ser mãe num lar harmonioso, cálido e arejado, todos gostam, indistintamente de permanecer, de conviver. Porque, havendo clima, o sorriso da mãe querida, a alegria nasce e renasce, a cada amanhecer, não é mesmo? Pensemos nisso meus amigos e amigas que ainda possuem sua mãe querida. Aquele adágio outrora existente como escreveu o poeta: “Ser mãe é padecer no Paraíso”, ainda prevalece.

Valorize sua mãe ela é única. Pense nisso.








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